Até 1721, o território que hoje é Goiás fazia parte da Capitania de São Paulo, o Conde de Assumar, Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, era o Governador e Capitão-mor da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, no Brasil. O mesmo teve como Rábula o Coronel da Guarda Nacional Francisco Teixeira da Motta (meu ascendente). Com a propaganda de que havia muito ouro, a região começou a ser povoada pelos povos de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, com intenção de nova frente de serviço e riquezas, os anussim sabendo dessa oportunidade de vida, fugiram em grande número pra o Centro-Oeste brasileiro, mais precisamente para o Estado de Minas Gerais, pois o "Santo Ofício" estava a captura dos hereges. Desta forma os anussim procuraram sair para o interior do Brasil, correndo da força da Igreja Católica, se embreando até chegar ao sul das Minas de Goiás.
Com a instalação do "Santo Ofício" no Brasil, o medo de ser deportado, condenado, torturados e mortos juntamente com seus filhos e mulheres, alguns judeus saíram de Minas Gerais rumo às Minas de Goiás, não só com a intenção de procurar ouro, mas com a intenção prioritária de fugir da perseguição inquisitorial, desta feita, muitos judeus de Minas Gerais e do litoral do Brasil, foram inicialmente para o sul do Estado de Goiás e outros Estados como Mato Grosso do Sul, essa transição durou até meados dos anos de 1845. Em 15.07.1834, a rainha Isabel II decretou o fim da Inquisição Espanhola, a inquisição no Brasil se findou em 1821. A partir de então, a cultura judaica foi se perdendo com a pressão da Igreja Católica.
Parte de minha História:
Os ascendentes de meu bisavô Alfeu Alves Rosa, saíram de Minas Gerais na ocasião da instalação do Santo Ofício, com sua família a procura de paz para criar seus filhos e netos, todavia, calou-se a vós do judaísmo nas famílias, pois qualquer que fosse pego praticando o judaísmo naquela ocasião era entregue aos cardeais que capturavam os judaizantes e extraditava-os para Portugal para serem condenados e mortos pelo "Santo Ofício".
A influência foi tão obrigatória que todos os marranos deviam se converter ao cristianismo, nossos ancestrais não podiam seguir o judaísmo mais, tinham medo de serem perseguidos, muitos de seus filhos casaram-se com outros que não tinham os costumes, nem eram descendentes de judeus, se desfazendo os costumes do judaísmo por quase completo.
Meu avô materno Júlio Teixeira Motta, era descendente de Francisco Teixeira da Motta, que foi Coronel da Guarda Nacional e Rábula, poliglota, falava: tupi-guarani, francês, alemão, português e espanhol, casou-se com Senhora Tereza Marques das Neves do Pilar (filha de escravo). Tereza, apesar de ser filha de negros tinha a pele branca, por essa situação foi perseguida de morte por negros e brancos. Essa história só aconteceu há três séculos.
A ascendência paterna não fez parte da história do Estado de Goiás, todavia, a origem judaica por parte da mãe de meu pai, a senhora Judith Siqueira Perez que era filha de holandeses e portugueses nascida em Minas Gerais, com certeza colaborou com a cultura da região de Minas Gerais assim como as demais famílias alí presentes. Meu avô descendia de Jerônimo de Albuquerque, que tinha como ascendente o Rei de Portugal Diniz de Albuquerque, reinado de 1299 a 1345.
Não quero aqui procurar provar minha linhagem apenas, pois assim como sei que tenho ascendência de hebreus, negros, portugueses, holandeses e Índios, assim sei que sou Bnei Anussim, não necessitamos de atestado comprobatório de nacionalidade ou de pessoas ou de alguma instituição para conhecer nossa ascendência, está no sangue, na pele, no cabelo, nos olhos, na fala, no costume, em documentos, em arquivos e na história. A nossa história e de nossos ancestrais se entrelaçam com a história de Goiás, dos povos aqui citados e dos valores que eles trouxeram para a cultura da sociedade goiana e brasileira.
Eu sou um anussita, sou negro, sou português, sou holandês e sou índio. Eu sou da raiz de Goiás, sou BRASILEIRO.
Referências Bibliográficas
POLONIAL, Jucelino. Terra do Anhanguera - História de Goiás. 2ª Edição, Editora Kelps. São Paulo: 2005.
ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO:
http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/rapm/brtacervo.php?cid=493
Lista de governadores de Goiás – Marcos Noronha (conde de Arcos)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_governadores_de_Goiás
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Miguel_de_Almeida_Portugal_e_Vasconcelos
http://www.overmundo.com.br/overblog/alberto-da-pazpatrimonio-e-memoria-de-goias
http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/conde.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Assumar
http://www.myheritage.com.br/site-family-tree-33064312/albuquerque
As pesquisas também se deram através da Igreja Católica, Cartórios, contos de família, documentos antigos e de nossa prima Fátima Paraguassú.
Legal! Gostei do artigo!
ResponderExcluirSou de Dianópolis/TO (antes Goiás) e me interessa muito saber mais sobre uma possível ascendência Judaica!