domingo, 26 de fevereiro de 2017

A CAVERNA DE PLATÃO NO BRASIL


O comportamento do homem é algo ainda inimaginável, todavia, espera-se de cada indivíduo uma postura equilibrada de um homem médio, comportamentos naturais positivos, tais como: a ética, a moral e a probidade, a construção de uma sociedade no desenvolvimento equilibrado de homens e mulheres e de seus filhos. Estruturas políticas excêntricas, maquia a real motivação das autoridades eleitas, se afastando da valorização imaterial, do crescimento espiritual positivo e da prosperidade do indivíduo, da família e do Estado.
O contexto histórico e político que passa o Brasil, é na verdade o estopim de um processo filosófico de implantação de uma política "gramiscista" desde a queda do governo Jango. Processo este doutrinário e ideológico, a exemplo, onde implanta-se no jovem estudante que ainda não teve formação intelectual de vida, da ética e da moral, de sua própria base emocional, de valores sociais e de política, antes ideias de desordem disfarçada de independência, mesmo que ainda dependa dos pais para sobreviver, ideias de que ele é intelectual ao invés de que intelectual é o homem ou a mulher, na qual já se encontra em um grau de conhecimento e maturidade acima do homem médio, tornando esse jovem uma pessoa que não respeita autoridades, a sabedoria dos velhos anciãos, tampouco os mestres e doutores. Sem que perceba, os nossos jovens vão se tornando zumbis “militantes” de valores e hábitos anti-sociais, deletérios, profanos, cegos e manipulados.
Interessante o episódio ocorrido no Estado do Espírito Santo no início deste ano de 2017, quando se instalou a desordem pela falta de policiamento da Polícia Militar que entrou em uma espécie de greve branca, patrocinada pelas esposas, parentes e simpatizantes. Na ocasião, centenas de pessoas perderam a vida. O Estado como forma de tentar ser Estado, pois já havia falhado em sua função, trouxe reforço da Força Nacional, das Guardas Municipais e até do Exército, apenas “paliativando” o caos já instalado. Notório que as forças que auxiliaram no controle da Ordem Pública no Estado do Espírito Santo, não houve muito sucesso, embora tenha trazido um certo refrigério.
Por conseguinte, o que me trouxe muita preocupação foi exatamente o COMPORTAMENTO do indivíduo diante de uma situação como essa, a sociedade necessitando de proteção dela mesma. Os jornais noticiaram saques de todas as modalidades, roubos, latrocínios e todo tipo de crimes possíveis praticados por bandidos habituais e por incrível que pareça, por cidadãos, isso mesmo, por pessoas que nunca tiveram uma só passagem na polícia, ou tenha ido ao menos visitar uma delegacia. Também não sei se seria surpresa a prática de furto por parte de pessoas populares e até uma ex-vereadora saqueando uma loja, algo muito estranho estava ocorrendo naquele momento, até parecia um daqueles prêmios de supermercado que concedia um determinado tempo para que o freguês pudesse encher seu carrinho de compras, que atônito e descontrolado tenta de todas as formas pegar o máximo de mercadorias possíveis como se fosse o ultimo suspiro de sua vida.
O que dizer sobre o ocorrido? O que dizer sobre tal comportamento anti-social? Por que as pessoas agiram daquela forma? Será que isso é cientificamente aceito? Se o ocorrido fosse na Suíça, Suécia, Noruega, Islândia, Inglaterra ou até em países árabes, teria o mesmo cenário e desfecho?
Outra cena me chamou muito a atenção, foi uma pegadinha feita na internet por um rapaz que deixa sua carteira cair propositalmente ao passar por transeuntes, apenas um devolveu a carteira. Essa mesma pegadinha foi feita no Japão e todos devolveram a carteira.
Ocorre que estamos diante de uma sociedade hipócrita e doutrinariamente estragada por décadas para garantir o enriquecimento de uma minoria política. Essa mesma sociedade que reclama e luta contra a corrupção é a mesma que comente pequenos furtos, mentem, enganam, não pagam suas dívidas, pessoas que vão até para passeatas de verde-amarelo mesmo com seus nomes registrados no SPC ou SERASA, que entram na justiça para retardar suas dívidas bancárias com a finalidade de fazer novo empréstimo e não pagar novamente. Desta forma, pergunto... De quem é a culpa de tanta corrupção no Brasil?
A culpa está na própria sociedade, oportunista, de valores mediatistas, onde é mais vantajoso roubar, furtar, ser corruptor a estudar e trabalhar, planejar uma situação financeira com luta e educação. Com esta necessidade, o indivíduo se vende a qualquer preço, a políticas de governo indecentes, imorais e sem repercussão de prosperidade social.
Um processo filosófico político e cultural, dura décadas ou até gerações para se instalar totalmente, para tornar uma sociedade idêntica como a do Brasil. Políticos e organizações tiveram seu inicial fascínio movimento populista com ações politiqueiras como a do Bolsa Família, Bolsa Presidiário entre outros, de músicas com apologia a depravação e a criminalidade, a investir em educação, saúde e segurança, por exemplo. Na verdade, parece mesmo que o governo luta com todas as forças para que a sociedade se afunde com seus próprios “demônios”.
A mudança de uma sociedade ordeira brasileira, certamente será uma grande luta contra o sistema político já implantado, começando por uma conscientização do próprio indivíduo em exercer seu papel social, como um cidadão de bem e que busca a moral, a não aceitação da doutrinação política nas escolas e universidades, nos programas sociais de cidadania, no incentivo a pesquisa e conhecimento e nos valores morais familiares.



Marlon Jorge Albuquerque: Casado, Judeu, Graduado em direito, pós-graduado em Direito Público Constitucional e Administrativo.