De fato, a epistemologia no direito civil romano sega leigos, iniciantes e amadurecidos empíricos. A profundeza e sua interpretação transcendem o entendimento comum. Penso que possui um tom de alienação. Há necessidade do tirocínio e porque não dizer do conhecimento verdadeiro, técnico e jurídico específico para o “vidimus”, caso contrário, exara a hermenêutica sociológica interpretada por Ferdinand Lassalle do direito constitucional como ele descreve sendo “folha de papel”. O que é real? O que é fictício e/ou apenas escrito? Não importa para a maioria, mas se representa no “civil law” o fundamento percorrido milenarmente de forma alienante da qual estamos alicerçados pela sua inserção no mundo político. Assim, quanto mais me aprofundo no conhecimento jurídico e entendimento técnico, mais sinto-me aprisionado nas teias do passado, que foram tão eficazes que regem o direito até os dias atuais.
Sinto-me a cada dia como um pequeno pássaro a abrir suas asas pela primeira vez diante da imensa profundidade da inteligência romana, helênica do direito romano. Às vezes me pergunto... “por que tiraram o curso de direito romano das universidades de Ciências Jurídicas? Será que não mais faz sentido? Ou estamos mesmo nos distanciando do porto do qual saímos? Para onde?” Futuro que vejo as pessoas chamar de atual progresso. É o futuro!
A nossa identidade jamais se esvairá de nossa história, está impregnado como um câncer nas raízes “ius civile e ius gentium ou ius naturale”.
Roma foi tão perfeita, tão audaciosa e tão fundamentada no controle das ciências humanas, no controle da mente, costumes, religião e filosofia que sua alma vive até hoje (un’anima vivente).
Nisso tenho que respeitar a maior potência que o mundo já viu, viveu e ainda vive, mesmo que morta fisicamente.
Temos muitas perguntas, como: Qual o objeto do direito romano? Qual a finalidade? O que levou uma culta civilização politizada a conquistar um Império? Por que eles difundiram a filosofia, a religião e às ciências humanas?
Se conseguirmos desvendar a verdadeira face dessas perguntas, chegaremos ao elo de justificação da plena sustentabilidade do direito civil romano, dos quais foram instituídos pelos patriarcas filósofos, poetas, astrônomos, políticos e religiosos: Sócrates, Platão, Aristóteles, Plutarco de Queronéia, Santo Agostinho, René Descartes, John Locke, George Berkeley, Francis Bacon, Thomas Hobbes, David Hume, Jean-Jacques Rosseau, Nicolau Maquiaveli, Galileu Galilei, Blaise Pascal Leibniz, Kant e Karl Marx entre outros. Todos influenciaram o sistema e o direito Civil atual, mas não foram eles quem colocaram em prática seus pensamentos, foi o Império Romano. Ele vive até hoje.
Marlon Jorge Albuquerque – 1º Sgt QPPMSinto-me a cada dia como um pequeno pássaro a abrir suas asas pela primeira vez diante da imensa profundidade da inteligência romana, helênica do direito romano. Às vezes me pergunto... “por que tiraram o curso de direito romano das universidades de Ciências Jurídicas? Será que não mais faz sentido? Ou estamos mesmo nos distanciando do porto do qual saímos? Para onde?” Futuro que vejo as pessoas chamar de atual progresso. É o futuro!
A nossa identidade jamais se esvairá de nossa história, está impregnado como um câncer nas raízes “ius civile e ius gentium ou ius naturale”.
Roma foi tão perfeita, tão audaciosa e tão fundamentada no controle das ciências humanas, no controle da mente, costumes, religião e filosofia que sua alma vive até hoje (un’anima vivente).
Nisso tenho que respeitar a maior potência que o mundo já viu, viveu e ainda vive, mesmo que morta fisicamente.
Temos muitas perguntas, como: Qual o objeto do direito romano? Qual a finalidade? O que levou uma culta civilização politizada a conquistar um Império? Por que eles difundiram a filosofia, a religião e às ciências humanas?
Se conseguirmos desvendar a verdadeira face dessas perguntas, chegaremos ao elo de justificação da plena sustentabilidade do direito civil romano, dos quais foram instituídos pelos patriarcas filósofos, poetas, astrônomos, políticos e religiosos: Sócrates, Platão, Aristóteles, Plutarco de Queronéia, Santo Agostinho, René Descartes, John Locke, George Berkeley, Francis Bacon, Thomas Hobbes, David Hume, Jean-Jacques Rosseau, Nicolau Maquiaveli, Galileu Galilei, Blaise Pascal Leibniz, Kant e Karl Marx entre outros. Todos influenciaram o sistema e o direito Civil atual, mas não foram eles quem colocaram em prática seus pensamentos, foi o Império Romano. Ele vive até hoje.
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